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MC Cabelinho abre seu diário afetivo nas nove faixas de “ESCORPIÃO”
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MC Cabelinho abre seu diário afetivo nas nove faixas de “ESCORPIÃO”

DATA // 04 de novembro de 2026AUTOR // Paulo Powers

Arte: MC Cabelinho e Davi de Jesus do Nascimento; assistência e design gráfico: Caio Esgario

O escorpião de MC Cabelinho aparece entre o desejo de se aproximar e a hora de ir embora. Em “ESCORPIÃO”, sexto álbum de estúdio do rapper, as relações amorosas dão assunto a nove faixas pensadas como uma escuta contínua. Lançado em 28 de setembro via ONErpm, o disco reúne Marina Sena, Klisman e Alee e abre espaço para as contradições que o artista escolheu dividir em música.

O título vem do ascendente de Cabelinho. “Eu sou aquariano, mas tenho ascendente em Escorpião, e acho que essa mistura diz muito sobre mim. E ‘ESCORPIÃO’ vem muito desse lugar, de colocar para fora sentimentos e experiências que fazem parte de quem eu sou”, afirma. A referência astrológica funciona como imagem escolhida pelo rapper para apresentar esse repertório.

Da sedução ao silêncio depois do romance

“NÃO ME COMPARE” abre o álbum com sedução e marcas de relações anteriores. Em “SOLITÁRIO”, a vida de romances encontra a sensação que fica quando eles terminam, acompanhada por violino, viola, violoncelo e piano. “PONTAS NO CINZEIRO” se aproxima da dificuldade de se desprender de uma relação. São mudanças de perspectiva dentro de uma mesma conversa sobre afeto.

MC Cabelinho abre seu diário afetivo nas nove faixas de “ESCORPIÃO”

Arte: MC Cabelinho e Davi de Jesus do Nascimento; assistência e design gráfico: Caio Esgario

Klisman e Alee entram em “RÓTULOS”, faixa que aborda um envolvimento sem a obrigação de transformá-lo em compromisso. Já “FALSO 9” empresta do futebol a figura do jogador que se movimenta e surpreende para falar das relações. Trompete, saxofone, trombone e piano participam da construção dessa música, ampliando os timbres que atravessam o disco.

Marina Sena divide o “VENENO”

Em “VENENO”, Marina Sena e Cabelinho levam a imagem do escorpião para uma canção sobre desejo, com referências tropicais e psicodélicas. A cantora já havia feito outras músicas com ele, mas destaca o encontro das duas formas de cantar nesta parceria. “Foi a música em que mais conseguimos colocar a identidade dos dois”, conta Marina. “Eu também quis entrar nesse lugar de ser a figura do escorpião na música.”

A produção passa por Palma, BAMMA, Qually e Dallass, com outros colaboradores ao longo das faixas. Dallass aproxima o processo de um diário: “O Victor [Cabelinho] cria uma parada de uma fonte real mesmo, de uma experiência de vida”. No trecho final do repertório, “JOGO PERDIDO” trata de ciúmes e expectativas desencontradas; “O TRISTE FIM” encerra a sequência com a decisão de deixar uma história para trás.

MC Cabelinho abre seu diário afetivo nas nove faixas de “ESCORPIÃO”

Arte: MC Cabelinho e Davi de Jesus do Nascimento; assistência e design gráfico: Caio Esgario

Arte e lançamento de volta ao morro

Para apresentar o álbum, Cabelinho voltou ao Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro, onde nasceu e cresceu. Um show de drones marcou o lançamento entre Copacabana e Ipanema. A capa e a contracapa foram criadas em diálogo com o artista mineiro Davi de Jesus do Nascimento, com assistência e design gráfico de Caio Esgario. “ESCORPIÃO” está disponível nas plataformas digitais.

Ouça o disco