Arte: MC Cabelinho e Davi de Jesus do Nascimento; assistência e design gráfico: Caio Esgario
O escorpião de MC Cabelinho aparece entre o desejo de se aproximar e a hora de ir embora. Em “ESCORPIÃO”, sexto álbum de estúdio do rapper, as relações amorosas dão assunto a nove faixas pensadas como uma escuta contínua. Lançado em 28 de setembro via ONErpm, o disco reúne Marina Sena, Klisman e Alee e abre espaço para as contradições que o artista escolheu dividir em música.
O título vem do ascendente de Cabelinho. “Eu sou aquariano, mas tenho ascendente em Escorpião, e acho que essa mistura diz muito sobre mim. E ‘ESCORPIÃO’ vem muito desse lugar, de colocar para fora sentimentos e experiências que fazem parte de quem eu sou”, afirma. A referência astrológica funciona como imagem escolhida pelo rapper para apresentar esse repertório.
Da sedução ao silêncio depois do romance
“NÃO ME COMPARE” abre o álbum com sedução e marcas de relações anteriores. Em “SOLITÁRIO”, a vida de romances encontra a sensação que fica quando eles terminam, acompanhada por violino, viola, violoncelo e piano. “PONTAS NO CINZEIRO” se aproxima da dificuldade de se desprender de uma relação. São mudanças de perspectiva dentro de uma mesma conversa sobre afeto.

Arte: MC Cabelinho e Davi de Jesus do Nascimento; assistência e design gráfico: Caio Esgario
Klisman e Alee entram em “RÓTULOS”, faixa que aborda um envolvimento sem a obrigação de transformá-lo em compromisso. Já “FALSO 9” empresta do futebol a figura do jogador que se movimenta e surpreende para falar das relações. Trompete, saxofone, trombone e piano participam da construção dessa música, ampliando os timbres que atravessam o disco.
Marina Sena divide o “VENENO”
Em “VENENO”, Marina Sena e Cabelinho levam a imagem do escorpião para uma canção sobre desejo, com referências tropicais e psicodélicas. A cantora já havia feito outras músicas com ele, mas destaca o encontro das duas formas de cantar nesta parceria. “Foi a música em que mais conseguimos colocar a identidade dos dois”, conta Marina. “Eu também quis entrar nesse lugar de ser a figura do escorpião na música.”
A produção passa por Palma, BAMMA, Qually e Dallass, com outros colaboradores ao longo das faixas. Dallass aproxima o processo de um diário: “O Victor [Cabelinho] cria uma parada de uma fonte real mesmo, de uma experiência de vida”. No trecho final do repertório, “JOGO PERDIDO” trata de ciúmes e expectativas desencontradas; “O TRISTE FIM” encerra a sequência com a decisão de deixar uma história para trás.

Arte: MC Cabelinho e Davi de Jesus do Nascimento; assistência e design gráfico: Caio Esgario
Arte e lançamento de volta ao morro
Para apresentar o álbum, Cabelinho voltou ao Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro, onde nasceu e cresceu. Um show de drones marcou o lançamento entre Copacabana e Ipanema. A capa e a contracapa foram criadas em diálogo com o artista mineiro Davi de Jesus do Nascimento, com assistência e design gráfico de Caio Esgario. “ESCORPIÃO” está disponível nas plataformas digitais.
