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Jota SF lançou em 30 de julho Submerso, seu segundo álbum de estúdio e o primeiro construído inteiramente como trabalho solo. Depois de quatro anos dedicados ao projeto, o artista maranhense reúne 11 faixas nas quais assume produção musical, composição e direção da própria identidade artística.
O trap funciona como base, mas o disco também atravessa R&B e rap contemporâneo. A combinação busca uma atmosfera melódica e cinematográfica, acompanhada por visualizers para todas as músicas. A proposta de imersão aparece tanto no som quanto nos tons de azul e nas referências ao mar que orientam a identidade visual.
As faixas percorrem ambição, ego, conquistas, desejos, relações e conflitos internos. Em vez de organizar esses assuntos como histórias separadas, Submerso foi pensado como uma experiência contínua, na qual uma música conduz à seguinte e mostra diferentes estados emocionais do mesmo universo.
“Em Transe” é um dos pontos destacados pelo projeto. A canção aproxima trap, R&B e música urbana contemporânea para tratar da sensação de ser tomado pelo desejo. O refrão e a produção reforçam a proposta de alternar intensidade, vulnerabilidade e controle ao longo do álbum.
Natural de São Luís, capital do Maranhão, Jota SF começou a produzir de forma independente em 2018. Antes de ocupar sozinho o centro deste disco, construiu parte da trajetória como produtor musical e trabalhou com artistas da cena local e nacional. O álbum foi realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
O lançamento também teve uma apresentação em 31 de julho na Fyah Headshop, em São Luís, com DJs e artistas convidados. Submerso pode ser acessado pelo link oficial do álbum.
