Fotos: Lucca Campiello (@campiello.views)
Frostty Beats trabalha o som em dois lugares que se encontram dentro da cultura hip-hop: o estúdio e a pista. Como beatmaker, produtor musical e DJ, ele acompanha a música desde a construção dos beats até o momento em que a seleção encontra o público.
Essa caminhada ganhou outro espaço com as Noites Especiais, festas criadas a partir da pesquisa musical e da curadoria de Frostty. Em seu primeiro ano, o projeto realizou 53 edições entre São Paulo e Rio de Janeiro e reuniu cerca de 16 mil pessoas, segundo o balanço apresentado pela equipe.
As edições já mergulharam nos repertórios de Frank Ocean, Daniel Caesar, Tyler, The Creator, Drake, Travis Scott, Don Toliver e Brent Faiyaz. O hip-hop e o R&B formam a base dessas noites, que aproximam públicos reunidos pelo interesse na obra de cada artista.
A pesquisa vira pista

Público das Noites Especiais. Foto: Lucca Campiello (@campiello.views)
“As Noites Especiais são festas temáticas construídas em torno de sets dedicados a artistas que admiro e sinto falta de ouvir com mais frequência nas pistas de São Paulo. O projeto reflete um pouco da maneira como consumo música, as referências que moldaram meu estilo musical e o tipo de público que quero ao meu lado”, explica Frostty.
A fala mostra a ligação entre curadoria e identidade artística. Cada edição parte de uma obra específica, mas passa pelo ouvido de quem produz beats e conhece a resposta da pista. É nesse trânsito que Frostty organiza sua assinatura: pesquisa, recorte e leitura de público.
Os números ajudam a dimensionar essa conexão, mas o centro da história está na maneira como a música circula. Ao levar uma escuta pessoal para encontros coletivos, Frostty transforma referências em experiência compartilhada e faz da discotecagem uma extensão de seu trabalho autoral.
O beatmaker também ocupa a cena
Em dezembro de 2025, Frostty foi o convidado do SujoBeats #5, sessão audiovisual apresentada pela Sujoground. O registro abre espaço para o beatmaker aparecer no centro da criação e mostra outra parte do trabalho que chega às pistas.
Entre a produção e a discotecagem, Frostty constrói uma trajetória guiada pela mesma atenção ao som. Os beats revelam a mão de quem cria; as Noites Especiais mostram o ouvido de quem seleciona, conecta repertórios e entende a energia do público.

Frostty nas Noites Especiais. Foto: Lucca Campiello (@campiello.views)
Com 53 edições realizadas em um ano, o projeto registra o alcance de uma pesquisa que cresce entre o estúdio e a pista. É desse lugar que Frostty segue fazendo seu nome: com a mão na produção, o ouvido na pesquisa e o público acompanhando o som.