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Dani Monteiro defende editais nos territórios e trabalho para quem faz hip-hop
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Dani Monteiro defende editais nos territórios e trabalho para quem faz hip-hop

DATA // 05 de novembro de 2026AUTOR // Paulo Powers

Foto: Divulgação

Uma batalha de rima movimenta artistas, vendedores, transporte e comércio. Foi a partir dessa cadeia de trabalho que Dani Monteiro, do Psol-RJ, apresentou suas propostas para a cultura no estado do Rio de Janeiro. A agenda defendida pela parlamentar incluiu editais descentralizados, apoio aos pequenos produtores e formação profissional.

As propostas foram apresentadas no contexto de sua candidatura a um terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj. Dani defendeu que os recursos cheguem aos territórios e que quem produz hip-hop, funk, samba e outras expressões populares seja reconhecido como trabalhador da cultura.

Duas pessoas com cartazes ligados ao hip-hop

Foto: Divulgação

“Cultura é trabalho, é renda, é turismo, é formação e é desenvolvimento”, afirmou Dani ao explicar a proposta. Para ela, uma política cultural precisa reconhecer o conjunto de atividades que existe em torno de apresentações e encontros. A discussão passa pelo acesso a recursos e pelas condições de trabalho de quem organiza, produz, apresenta e sustenta esses espaços.

A parlamentar também relaciona essa agenda ao debate sobre o hip-hop nas instituições. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Hip-Hop, ela apresenta iniciativas voltadas às escolas, à formação universitária, às batalhas de rima e às mães da cultura hip-hop como parte de sua atuação. O objetivo que defende é fortalecer a circulação de renda e as oportunidades para a juventude.

Encontro ligado ao hip-hop

Foto: Divulgação

Dani está à frente do livro “MC Não é Bandido”, que reúne reflexões sobre a criminalização do movimento e sua dimensão política e cultural. Na agenda apresentada, o incentivo à cultura aparece ao lado do fortalecimento da agricultura familiar e da reindustrialização a partir da transição energética.

Nascida e criada no Morro de São Carlos, no Estácio, Dani associa o debate à sua trajetória no Rio. A proposta cultural reúne três frentes concretas — financiamento nos territórios, formação e apoio à produção — que permitem discutir como o poder público pode se relacionar com uma cena que já trabalha, cria e movimenta renda.

Mulher ao microfone em encontro cultural

Foto: Divulgação