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Com artistas nigerianos e Seu Jorge, versão afrobeats de “Praia do Futuro” antecipa novo projeto do BaianaSystem
Educação

Com artistas nigerianos e Seu Jorge, versão afrobeats de “Praia do Futuro” antecipa novo projeto do BaianaSystem

तारीख // 15 दिसंबर 2025लेखक // Paulo Ricardo

Créd. Bob Wolfenson

Disco que marcou uma nova etapa de criação do BaianaSystem, “O Mundo Dá Voltas” ganhou o mundo em janeiro deste ano como desdobramento de uma ideia que começou ainda em 2019, com “O Futuro Não Demora”. O trabalho anterior rendeu à banda o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa e abriu caminho para a fase atual do grupo.

Agora, chegando a 2026, essa trajetória ganha um novo capítulo com o anúncio de “O Mundo Dá Voltas Dando Voltas pelo Mundo”, previsto para janeiro. Repetindo em 2025 o feito de “O Futuro Não Demora”, o álbum “O Mundo Dá Voltas” também conquistou o Grammy Latino na mesma categoria e, a partir daí, passa a ser desdobrado em um panorama global, mantendo a essência de construção coletiva que acompanha o BaianaSystem. Não por acaso, a banda viveu um ano em que cruzou oceanos com turnês pela Europa e pela Oceania.

Como primeiro passo desse novo projeto, chega “Praia do Futuro (afrobeats refix)”, single que antecipa o disco. Na canção original, com letra de Russo Passapusso e da dupla Antonio Carlos & Jocafi, a presença de Seu Jorge já marcava a gravação. Nesta nova versão em clima de afrobeats, entram em cena a rapper nigeriana Elestee e o produtor JVXN, em uma parceria da Máquina de Louco, selo do BaianaSystem, com a Mavin Records. O selo africano, fundado em 2012 pelo produtor Don Jazzy, é uma das grandes referências do pop contemporâneo do continente.

Elestee conta como foi sua aproximação com a faixa.

“Fiquei radiante quando descobri o que significa ‘Praia do Futuro’. Como alguém que mal pode esperar para visitar o Brasil, deixei-me guiar pela sonoridade e pela mensagem. Ansiando pelo futuro, presa ao passado e estagnada no presente. Me entreguei à praia, e a letra do verso é como isso se traduz para mim”, diz a artista.

“Gostei de tentar e falhar ao falar português. E ver que os sentimentos são universais, mesmo em diferentes culturas e línguas, foi muito gratificante”, completa.

JVXN também destaca o processo de criação em conjunto.

“Trabalhar com o BaianaSystem foi uma experiência interessante. O espírito colaborativo e aberto a ideias nos conduziu à bela canção que temos agora.”

Nesta versão especial de “O Mundo Dá Voltas”, produtores e artistas de vários pontos do mapa abrem um novo universo de possibilidades para as músicas, em muitos idiomas e sotaques diferentes.

“‘O Mundo Dá Voltas’ foi um disco marcado pela coletividade na sua construção, em uma narrativa e produção artística muito bem amarrada por Russo. Enquanto estávamos em turnê fora do país, dando voltas pelo mundo, ouvir as versões que iam chegando e como somavam nesse novo capítulo foi revelador de como a música pode se transformar e nos conectar, criando um sentido único”, afirma Roberto Barreto, fundador e guitarrista da banda.

Além do Brasil e da Nigéria, países como Colômbia, Portugal e Inglaterra também aparecem nesse percurso, reforçando a dimensão internacional do projeto.

Originalmente um forró composto nos anos 70 por Antônio Carlos e Jocáfi, criado na praia de mesmo nome em Fortaleza, “Praia do Futuro” ganha, em sua nova leitura afrobeats, um clipe produzido por uma equipe local. O vídeo repete a parceria audiovisual com o Baiana que começou em “Catraca” (2021) e fortalece os laços construídos ao longo dos anos, com mentorias de Russo para bandas da cidade.

“Fortaleza virou um grande polo com o qual a gente já se relaciona há um tempo. Esse clipe foi feito em Fortaleza, com as pessoas de lá produzindo. Fizemos um pré-roteiro e eles roteirizaram em cima disso, conseguindo transpor a ideia para a rotina deles, embora tenha uma proximidade com Salvador no sentido dessas relações habituais de quem mora na praia. A pessoa que trabalha e salta do ônibus no fim de tarde para ir à praia, um gari que é surfista, crianças que têm aula na praia. A Praia do Futuro mistura isso, tem a ver com esse habitat de certa forma. E é uma maneira de abranger essa ideia de coletivo que ampara a forma como o disco foi feito”, explica Filipe Cartaxo, responsável pela direção visual do BaianaSystem.

“Praia do Futuro (afrobeats refix)” aponta o caminho de “O Mundo Dá Voltas Dando Voltas pelo Mundo”, mantendo o vínculo com a história da banda e ampliando seu diálogo com outras cenas musicais do planeta.